quinta-feira, 3 de julho de 2014
sábado, 19 de outubro de 2013
Como o amor deve ser
Nós brigamos sim, a gente discute sim, a gente vira a cara um pro outro sim. Um dia ou outro a gente não se suporta. Ficamos de cara feia, chateados e mal-humorados. É errado isso? Não. Faz parte do amor? Faz. Porque quando a gente ama alguém, temos que amar ele inteirinho. Do jeitinho que é. Pacote completo. Sem tirar nem pôr e, muito menos, querendo mudar alguma coisa. Temos que aprender a gostar daquela mania chata que o outro tem, daquele jeito de quem não presta atenção nos detalhes nem se lembra de datas importantes. Temos que aprender a gostar daquele sorriso torto, daquele jeito irritante de fazer comentários ou falar sobre qualquer coisa que não nos agrade. Temos que aprender a gostar do cabelo desarrumado, e da cara amassada de quem acabou de acordar. Temos que aprender a gostar do jeito orgulhoso, e de quem quer ser o dono da razão. Sempre. E, se não gostar, pelo menos aceitar. Temos que aprender a gostar do teu filme preferido, porque em um dia cansativo será ele que vocês dois irão assistir abraçados e deitados, um ao lado do outro. Temos que aprender a gostar (ou entender) que em alguns momentos o outro precisa de espaço, precisa ter um tempo para ele e mais ninguém. Nem mesmo para você. Mas nem por isso ele não queira ou não goste mais da tua companhia. Temos que aprender a gostar de tudo, tudinho. Das caretas, dos abraços mal dados, das implicâncias, dos ciúmes, das provocações, das vezes que o outro vai estar ocupado demais para você… Simplesmente tudo! E, mesmo assim, faz você continuar agradecendo todas as noites quando deita a cabeça no travesseiro pela pessoa maravilhosa que está ao teu lado, ocupando teu coração e cuidando do teu amor melhor que ninguém. Por ser quem mais te faz bem e feliz. Por ser quem te cuida, te protege e te dá a certeza de um “para sempre” que você jamais imaginou existir.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
O poder do tempo
Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará negro. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum numero mais pra discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há ninguém solidário o bastante pra sair correndo e te dar um abraço, ou te colocar no colo e acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai se lembrar da minha ternura e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias dos meus abraços e beijos, da minha preoucupação com você, e só vão ter algumas musicas repetindo no seu rádio: as nossas. Em um novo momento, você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte pra ter nosso mundo delicioso de novo. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto, e te falava sempre. E quando você finalmente discar meu numero, ele estará ocupado demais, ou nem será mais o mesmo, ou até mesmo que eu não queira mais te atender. E se você bater na minha porta, ela estará muito trancada, e se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá se chamar tristeza. Então, quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer, e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. Apartir daí, o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio pra todas essas sensações acima..
É o tal do tempo em que você tanto falava!
domingo, 1 de setembro de 2013
O poder da solidão
Desculpe ter exaltado minha voz. Sei que eu não deveria ter culpado a Deus e todo o resto pelas minhas fraquezas, pelos meus tombos, pelas minhas recaídas. Mas é que esses cincos últimos anos da minha vida não têm sido muito fácil. E sem você tem dificultado cada vez mais. Sei que ninguém é obrigado a se preocupar comigo sempre, sei que ninguém é obrigado a me salvar toda vez que eu me desconectar dessa vida, sei que ninguém é obrigado a me fazer feliz, sei que ninguém é obrigado a me escutar quando eu chamo. Mas é que eu tenho estado tão sozinho, tão desconectado… Espero não ser o único. Será que eu sou o único dentre milhões? Será que tem alguém nessa mesma situação que eu? Será que alguém canta esperando alguém seguir a canção? Será que alguém abre a janela esperando a luz chegar à sua face? Será que alguém caminha com medo da sua estrada dar a um beco sem saída? Será que alguém sai na chuva para se sentir vivo pelo menos uma vez na sua vida? E tem mais alguém que aprendeu a calar a boca e guardar as coisas que têm a dizer? Há tantas coisas que eu passei e ninguém soube, ninguém viu. Eu estava pra baixo. Eu estava desacreditado desse velho mundo cujas pessoas eram hipócritas ao ponto de acreditarem no seu próprio vazio e acharem que conhecem os pensamentos dos outros. E só você conhecia o meu. Só você me conhecia tão bem. Melhor do que eu mesmo. Apesar da vida ter me emprestado você por tão pouco tempo, essas palavras de desabafo a você me salvaram desse colapso interno. Essas palavras cortaram o fio que mantivera ligada a bomba dentro de mim. Essas palavras são nossos desabafos, que foram sussurradas ao vento e levadas para todos que pararam para nos escutar e seguidas por todos que se afogaram no nosso mar.
Carlos Neto
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Primeiras palavras pra você..
Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
sábado, 17 de agosto de 2013
Os cover de Boyce Avenue
Boa Tarde Brigadeiros..
Hoje resolvi fazer um post diferente.Vamos fugir um pouco do tema amor.Essa semana eu tava visualizando um Tumblr que me chamou muito atenção por conta da sua playlist.Por mais incrível que pareça,na lista de musicas só tinha cover(coisa que me admira pelo talento de uma bela voz acompanhada de um bela melodia).É um deles era Boyce Avenue.Eu já tinha visto covers dele no youtube e admiro o talento dele.Então,nesse caso,resolvi fazer uma playlist dos melhores (todos são ótimos,mais eu separei os que me chamaram atenção)covers do Boyce Avenue.Da uma olha:
Coldplay- Every Teardrop Is A Waterfall (Boyce Avenue)
Mirrors - Justin Timberlake (Boyce Avenue feat. Fifth Harmony)
A Thousand Years -Christina Perri (Boyce Avenue)
Lady Antebellum - Just A Kiss (Boyce Avenue feat. Megan Nicole)
Bryan Adams - Heaven (Boyce Avenue feat. Megan Nicole)
Bom,esses são os covers que mais esculto ultimamente.Aqui estão as redes sociais do Boyce Avanue:
Espero que tenha gostado.Farei mais posteres relacionado a musica.
BJu e Voltem Sempre!!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Medo do Amor
Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus aguentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Por:Insolida
Assinar:
Comentários (Atom)





