quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Primeiras palavras pra você..


   Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.

sábado, 17 de agosto de 2013

Os cover de Boyce Avenue


  Boa Tarde Brigadeiros..
  Hoje resolvi fazer um post diferente.Vamos fugir um pouco do tema amor.Essa semana eu tava visualizando um Tumblr que me chamou muito atenção por conta da sua playlist.Por mais incrível que pareça,na lista de musicas só tinha cover(coisa que me admira pelo talento de uma bela voz acompanhada de um bela melodia).É um deles era Boyce Avenue.Eu já tinha visto covers dele no youtube e admiro o talento dele.Então,nesse caso,resolvi fazer uma playlist dos melhores (todos são ótimos,mais eu separei os que me chamaram atenção)covers do Boyce Avenue.Da uma olha:

Coldplay- Every Teardrop Is A Waterfall (Boyce Avenue)



Mirrors - Justin Timberlake (Boyce Avenue feat. Fifth Harmony)



A Thousand Years -Christina Perri (Boyce Avenue)



Lady Antebellum - Just A Kiss (Boyce Avenue feat. Megan Nicole)



Bryan Adams - Heaven (Boyce Avenue feat. Megan Nicole)



Bom,esses são os covers que mais esculto ultimamente.Aqui estão as redes sociais do Boyce Avanue:
Espero que tenha gostado.Farei mais posteres relacionado a musica.
BJu e Voltem Sempre!!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Medo do Amor



      Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus aguentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

Por:Insolida

De todos,Você


   Dentre todas as pessoas no mundo você é a que eu escolhi, eu não sei se é por causa desses olhos castanhos, ou desse sorriso que ilumina tudo, não sei se é por causa das curvas do teu corpo, ou se é por causa do seu beijo que me enlouquece, eu tento catalogar seus defeitos, mas me esqueço por causa das tuas qualidades, e por falar em qualidades, é o que você mais tem.Tentei fugir de todos os jeitos imagináveis desse amor. Me parecia algo profundo demais, que me cercava até a alma. Tentei escapar desse jeito bobo, desse sorriso que alegra meus dias, desses olhos que me desvendam, desse jeito safado de me conquistar. Tentativas vãs. Tudo o que eu fazia, me remetia a ti. Era uma palavra, um gesto, até mesmo uma música ou trejeitos, que me fazia lembrar de você. Que me fazia lembrar do porque eu te queria tanto. Do porque meus pensamentos só irem de encontro a você. Até hoje não compreendo os motivos pelos quais meu coração te escolheu. Mas eu não quero mesmo saber. Sei que é você aquela pessoa pela qual esperei a minha vida. Sei que você é a pessoa que me completa, aquela que Deus separou pra mim. Não importa quais sejam as razões. Não importa quais sejam as circunstâncias. Eu preciso de você. Preciso do seu amor. Eu necessito amar você. Sei que o pra sempre não existe, mas juntos faremos o nosso.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

We will never lose what we had



      Já era 3:48 da madrugada, quando escuto meu celular tocando, de susto eu pulo da cama, pensando na possibilidade de que o barulho poderia acordar meus pais. Fui correndo abrir a mochila para procurar o maldito celular. Depois de tirar todas as coisas que havia lá dentro, frui me lembrar de que o celular estava guardado na minha gaveta.
E droga, aquele maldito toque ainda tocava. Fui correndo na ponta dos pés, mas quando vi quem estava me ligando até pensei comigo mesma ”Da próxima vez vê se desliga o celular antes de dormi Clara”. Atendi tentando falar o mais baixo possível:
— Tá, me fala o real motivo de você me ligar essa hora da madrugada filho da puta.
— Hm, ta nervosinha você né? Adoro te ver assim. Só não desliga na minha cara porque o que eu tenho que te falar é muito sério ta bem?
—Sério? Sério vai ser o murro que eu vou dar na sua cara no instante que eu te ver hoje idiota. Mas me conta rápido então, por que você está atrapalhando o meu sono.
— Esse era pra ser o momento em que você é meiga comigo, não arrogante. É o seguinte tampinha — é caros amigos, infelizmente é assim que o Felipe me chamava, talvez pelo fato de eu ter os meus 1,56 de altura —, assim que acordar você passa aqui em casa, preciso te contar uma coisa, que na verdade já era pra ter te contando a tempos, mas tava esperando a hora certa.
— Coisa? Que coisa? Felipe, por que não agora? Qual vai ser a diferença de agora ou daqui algumas horas e te…
Quando eu me dei conta, ele já havia desligado o telefone, na minha cara. Voltei a dormir, Com pensamentos turbulentos ligados a tal coisa que ele queria me falar. Fiquei durante o resto da noite inteira tentando dormir, até que meu despertador tocou e eu em um pulo levantei da cama, coloquei roupa e sai de casa. Eu estava escutando “growing up” que era nossa música preferida, da nossa banda preferida. Eu estava sorrindo por lembrar de nós dois cantando juntos, até que cheguei na casa dele — que não era muito longe — e entrei. Sua mãe estava guardando umas roupas em uma mala e eu logo notei que eram roupas do Felipe. Eu reconhecia cada peça e então me toquei que tinha entrado sem bater na porta.
— Tia Kátia, me desculpa. Esqueci de bater. O Felipe vai viajar?
— Oi Clara, não tem problema, você é de casa. — disse ela, puxando meu saco, como ela costumava fazer. Alias, já contei que a mãe do Felipe sempre quis que eu fosse sua nora? A gente sempre riu disso. — Não querida, ele passou mal durante a madrugada, está no hospital.
— O que? — Eu praticamente berrei, meu coração estava batendo forte e eu podia sentir minhas pernas tremerem. — O que aconteceu? O que ele tem? É algo sério? 
— Nós não sabemos ainda, se quiser, daqui meia hora eu te dou uma carona e nós vamos visita-lo juntas. 
Eu agradeci, mas dispensei, não podia esperar mais nem um minuto pra ver como o Felipe estava. Será que era isso que ele tinha pra me contar? Será que ele está doente? Mil pensamentos passavam pela minha cabeça, eu estava correndo e tropeçando nos meus próprios pés. Chegou, aquele maldito hospital. Entrei e perguntei pelo Felipe já com um aperto no coração sufocante e as lágrimas ameaçando a cair. “Calma, Clara, calma. É só uma gripe, uma dorzinha fraca, vai passar…” eu tentava me animar, mas nada era maior que aquele pressentimento ruim que eu sentia. 
Eu entrei e o vi, ele estava pálido e com certeza não era só uma gripe. Ele estava com os olhos fechados e os abriu quando escutou que alguém estava entrando. Seus olhos azuis estavam ali, mas não eram os mesmos de sempre. Eu não podia encontrar um pingo de alegria nele. Quando ele viu que era eu, tentou se manter forte. Sorriu como se nada estivesse acontecendo.
— Chega mais, tampinha. — mesmo com aqueles olhos fundos e sua cara de doente, ele era lindo — Senta aqui.
— O que você tem?
Eu pude o sentir respirando fundo, por dificuldade e também por falta de jeito de dizer aquilo.
— Eu estou doente. Clara, é sério. Eu não vou sobreviver.
Duas lágrimas caíram sobre seu rosto e umas dez caíram do meu.
— Seu idiota. Para de brincadeira.
— Eu não estou brincando.
Nesse momento eu não podia mais sentir meu coração, era como se alguém enfiasse uma faca em minhas costas. Nunca tinha sentido tanta dor só de me imaginar sem ele.
— Felipe, você não me contou nada. Por quê? — as palavras saiam em meio a soluços — Eu não posso viver sem você, eu não consigo… Filho da puta! Você pretendia não me contar? É isso? Você pretendia morrer sem me contar nada?
— Clara — ele disse já com os olhos vermelhos— A sua bronca pode esperar mais um pouco. Agora eu quero que você olhe para mim, e preste muita atenção em cada palavra vai sair da minha boca. Me desculpa por demorar tanto assim pra te falar isso. Eu gosto de uma menina sabe? Ela é durona e acha que sabe mais que todos, talvez seja por isso que eu demorei tanto assim pra dizer isso a ela. Comparações são facilmente feitas, uma vez que você tem o sabor da perfeição. E ela tem isso sabe? Ela não é como as outras. Ela é como um verão indiano, no meio do inverno é como um doce duro, com uma surpresa no centro. Ela é doce como um mel, mas sabe bem agir como um moleque. Ela costuma me fazer sorrir e morrer de ciúmes a cada menino que encosta nela. Ela canta “growing up” comigo e é a menina que mais fica linda com short jeans, blusa branca e sem maquiagem. Ela é aquela que faz meu coração pulsar rápido e amolecer em questões de segundos. Ela é minha melhor amiga, ela se chama Clara.
Se eu fosse descrever minha reação seria como se na verdade quem estivesse morrendo naquele momento fosse eu. Mas acho que era isso, se ele morresse eu também morreria. Ele era eu. Eu era ele. Nós éramos nós. Só nós dois, com nossas babaquices e palhaçadas. 
— Eu te amo.— meu olhar, desliza sobre os lábios dele, até que quando eu me dou conta, já havia o beijado— Promete que vai estar sempre comigo? Onde quer que você esteja, você sempre vai ser meu anjo. Eu o olhei e ele estava sorrindo. Eu o olhei e dessa vez não vi apenas meu melhor amigo babaca. Eu vi meu amor. Meu melhor amor. E então ele começou a cantar… “We never had a chance, I remember that…” mesmo chorando, eu cantei também. “We will never lose what we had…” eu pude senti-lo parar de respirar aos poucos. Eu o olhei pela ultima vez, e ele me olhou pela ultima vez e sussurrou “We’ve got so much to prove…” e então fechou os olhos e não os abriu nunca mais. Eu o abracei com força e cantei pela última vez “Cause it’s time to move on…” ele se foi.

domingo, 11 de agosto de 2013

Conclusões do amor


     To tentando me ocupar, Tentar te esquecer… Mas é difícil, tento ver filmes e me concentrar tentando em esquecer você, mas então começo a imaginar a gente vendo filme juntos, abraçados, enrolados em uma coberta, comendo brigadeiro e se sujando . Eu olho para as pessoas e vejo o seu rosto.
Sabe amor… Fui dar uma volta ontem pelas ruas, olhei para o céu e ele estava estrelado, mais do que o normal. Então me sentei a beira da calçada e fiquei olhando as estrelas, e comecei a pensar que você se parecia com elas, tão brilhante, tão hipnotizante, tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Fiquei totalmente encantado olhando as estrelas e pensando em você, até que passou um senhor, meio de idade, e disse ” - tudo bem jovem?” Eu fiz um sinal afirmativo com a cabeça. Então ele diz ”- tem certeza? Não parece, por que choras criança?” Eu rapidamente limpei as lagrimas, Não tinha percebido que estava chorando, já era automático, Então ele sentou-se ao meu lado e começamos a conversar. Ele diz ”- Por que choras? Ou melhor… Por quem choras?” então eu disse ”Depois de tanto tempo, ainda não consegui esquece-la, ela pelo jeito me esqueceu bem rápido…
- E se ela estiver fingindo? 
- Fingindo? Amando outro? Ela vai se casar.
- O que aconteceu entre vocês?
- Por que esta aqui? Você não me conhece, não pode me ajudar em nada, me deixa, você não sabe pelo o que eu estou passando, provavelmente nunca passou por isso, velhote.
- É ai que você se engana, eu a amei por um bom tempo, Mas ela não sabia, Fiquei com medo, Vi ela sofrer tanto por caras idiotas, Vi ela chorar, Eu estava la, Limpando as lágrimas dela.
- Você é um fraco, que nem conseguiu dizer a pessoa que você a amava.
- Fraco? Isso é uma coisa que não pode me chamar jovem, Eu fui forte, até mais do que achei que pudesse , Eu lutei cada segundo para ter o coração dela, vendo ela ficar com outros, Abraçando, Beijando, Amando. Eu jurei lutar por ela até seu coração para de bater, e infelizmente ele parou, Eu fui o ultimo a vê-la. Ela me disse ” Eu sempre te amei, me desculpa se eu sempre procurei em outros cara encontrar você, Procurei o beijo que eu nunca provei, o melhor abraço que eu já senti. Por favor, diga que pode me perdoar por ter feito isso, Por fazer você esperar tanto e nunca chegar, Mas, eu te amo, Eu vou sempre te amar, Não importa onde eu esteja, Só quero que seja feliz, O mais feliz que conseguir, eu vou estar olhando por você de um outro lugar agora. Te esperarei pra gente ficar juntos, Mas por favor amor, não tenha pressa, eu já esperei por muito tempo, eu não me importo de esperar mais um pouco, Eu te amo. Mais do que um dia imaginei amar alguém.” Ela me beijou, Foi o beijo mais doce que já provei em toda a minha vida. A dor era insuportável, Eu havia perdido ela para sempre, Mas a sensação de que era eu quem ela tanto amava, Era tão grande. Eu amei a mesma mulher por 26 anos, e continuo amando-a. Mal vejo a hora para ficarmos juntos.
- Meu Deus, como é que você consegue? Ser tão forte desse jeito?
- O amor meu jovem, Ele te da forças e as tiras ao mesmo tempo, Se é amor vai durar além do ”para sempre”
- Ela ira se casar amanhã, Esta fora da cidade, Vou demorar a chegar lá.
- Então ta sentado aqui esperando o que? Pega o carro e aproveita… Ainda tem a madrugada meu jovem, Boa sorte.
Eu rapidamente peguei um táxi, Foram 8 horas de viajem , Cheguei na hora que ela estava se arrumando, Estava linda, Para variar. Pedi para conversar com ela, Disse tudo que precisava, Contei do senhor que encontrei, E então disse que não podia cometer o mesmo erro que ele.
Ela então com olhos cheios de lágrimas soltando minha mão, diz ”- Desculpas…”
Eu ia saindo de cabeça baixa, Enquanto ela estava parada. Então escuto ela chamar meu nome, Vejo vindo em minha direção e diz ”- não vamos cometer o mesmo erro dele, A gente só vive uma vez não é mesmo?.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Insolida



    A dias venho tentando escrever, tentando colocar para fora tudo o que sinto. Me sinto fechada, não consigo desabafar, não consigo chorar, apenas fico esperando que algo de bom e novo me aconteça. Me canso facilmente da rotina, as pessoas me deixam exausta. Cercada de hipocrisia, palavras vazias e sorrisos falsos, nos meus olhos encontram-se apenas angustia, e anseio por dias melhores. Passo dias sem sair de casa, sem falar com ninguém, minha vontade de sumir aumenta a cada segundo. Não são mais feliz como eu era, não sou mais espontânea, sorridente. Não sinto mais vontade de inovar, procurar por coisas diferentes. Me acostumei a ficar te platéia para a vitória dos outros, me acostumei com o fato de nada de bom me acontecer. Me acostumei com a mesmice. Meus dias sempre iguais, parecendo um rio que corre pra trás. Nada muda, nada sai do lugar, muda-se o contexto mas não as personagens. Busco algo inovador, algo que mude o rumo da minha vida, que mude a minha essência […] Corro atrás daquilo que não vale a pena, vou por caminhos que não me levaram a lugar nenhum. Remexo em feridas não cicatrizadas que fazem com que eu eu vá regredindo pouco a pouco. Quando penso que estou melhor, que encontrei pessoas que me façam bem, sou apunhalada de algum jeito, me perco em meio a dor, vejo-me sem saída prestes a desabar. Percebo que estou sozinha, desamparada, ninguém vai me ajudar a levantar, ninguém vai estar ao meu lado dizendo que vai ficar bem. Aprendi a me levantar sozinha, a enxugar minhas lágrimas, engolir o choro, aprendi a cuidar sozinha dos meu machucados. Sozinha, me tornei o que sou hoje, vi que sozinha fui obrigada a ser forte. Percebi que nada nem ninguém poderia fazer isso por mim. Me tornei amarga também, porque tudo tem seu lado ruim, aprendi a bloquear tudo o que estou sentindo. Não deixo que ninguém veja ou saiba das minhas lágrimas. Cansei de ser julgada por pessoas que não sabem pelo que estou passando, cansada de receber criticas. Nunca sou boa o suficiente e nunca serei. Será que dá pra entender? Nunca serei o protótipo de gente que você quer que eu seja, nunca serei sua garota perfeita. Não estarei sempre feliz, não estarei sempre linda, não estarei sempre sorridente, existe dias que a amargura é evidente e não tem como escondê-la. Não tem como me mudar, eu sou desse jeito, será que é tão difícil assim me aceitar?!

Por Natália Andrade.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cair


  Bem,deixe-me lhe contar uma historia:
  Sobre um menino e uma menina.Ele se apaixonou por sua melhor amiga.Quando ela esta perto,ele não sente nada mais do que alegria.Mas ela já estava partida,e isso a cega.Mas ela nunca podia acreditar que o amor iria tratá-la bem.
  Você sabe que eu te amei?Ou você não esteva ciente?Você é meu sorriso no meu rosto,e eu não vou a lugar nenhum.Eu estou aqui pra te fazer feliz.Eu estou aqui pra te ver sorrir.Eu tenho esperando para lhe dizer isto por um longo tempo..
  Quem vai fazer você se apaixonar?Eu sei que você tem uma parede envolvida em torno do seu coração.Você não precisa ter medo algum.Mas você não pode voara menos que você se deixe cair.
  Bem,eu posso dizer que você tem medo do que isso pode fazer,porque nós temos uma amizade incrível e que você não quer perdê-la.Bem,eu não quero perder também.Eu acho que não posso ficar sentado enquanto você se machuca querida.Peque minha mão.
  Bem,você sabe que é um anjo que se esqueceu de voar?Você sabia que parte meu coração toda vez que te vejo chorar?Por que sei que um pedaço de você se foi.Toda vez que ele faz algo errado,eu sou o ombro que você está chorando?E eu espero que quando eu terminar com essa música,eu descubra:
  Quem vai fazer você se apaixonar?Eu sei que você tem uma parede envolvida em torno do seu coração.Você não precisa ter medo algum.Mas você não pode voar,a menos que você se deixe cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Mas se você abrir suas asas,você pode voar pra longe comigo.Mas se você não poder voar,a menos que você se deixe..Você não pode voar,a menos que você se deixe cair.
  Quem vai fazer você se apaixonar?Eu sei que você tem uma parede que envolvida em torno do seu coração.Você não precisa ter medo algum.Mas você não pode voar,a menos que você se deixe..Você não se pode voar a menos que você  se deixe cair..
  Então se apaixone.Eu sei que você tem uma parede envolvida em torno do seu coração.
  Você não precisa ter medo algum.Mas você não pode voar,a menos que você se deixe cair..Você não pode voar,a menos que você  se deixe cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Eu vou te segurar se você cair..
  Mas se você abrir suas asas,você pode voar longe comigo..Mas você não pode voar,a menos que você se deixe CAIR..

 Tradução da música:Fall

domingo, 4 de agosto de 2013

Perceber tarde é tarde demais



    Ele se deu conta do que perdeu quando viu a garota que ele costumava chamar de minha usando um short de um palmo, não era pelo fato de suas pernas serem lindas, mas ela nunca usou short, quanto mais curtos. Agora ela usava maquiagem escura e roupas tão curtas que despertou ciúmes. Para completar, ao lado dela estava um cara segurando sua mão. Ele percebeu, ela não era mais dele. Ele perdeu o que nunca pensou que pudesse escapar. Ele levava a vida saindo de sexta á sexta, levava qualquer mulher pra cama, nunca precisou trabalhar, sua vida era fácil demais e quando complicava era para os braços dela que ele procurava. Ela sabia dar colo. Ela sabia amar. Ele nunca conseguiu ser franco com seus próprios sentimentos. Ele a amava, mas não do jeito que se ama de verdade. Ela era dele e disso ninguém tinha dúvidas. Ela era garota boba, perdoava fácil e nunca soube dizer não. Ele soube que a perdeu quando ela não retornou mais suas ligações. Ela não implorou amor, não mendigou atenção, não chorou, não bateu o pé. Perdeu logo a garota que entre todas as outras não estava interessada no que ele tinha. Não era pelo dinheiro, não era pelo fato dele ser tão bonito que fazia qualquer garota prender a respiração. Não era porquê ele falava manso ou porquê ele sabia conquistar. Perdeu a garota que mesmo morrendo de ciúmes nunca deixou de acreditar nas lorotas que ele dizia. Ela não se importava quando ele pegava sua mão quando não tinha ninguém olhando. Não murmurava quando ele só á procurava quando estava precisando daquilo. E perdoava todas as vezes que conscientemente ele pisava na bola. Ele era um canalha que achava divertido brincar com os sentimentos de uma mulher. E com tanto cara querendo aquela garota, ela o escolheu. E sabe o que ele fez? Foi dormir com a primeira vagabunda que ele viu pela frente. Ele dizia que a amava e dizia o mesmo para mais cinco. E o mais irônico foi perceber que ela era areia demais por seu caminhãozinho e não ao contrario. Ele percebeu que era apenas um menino que perdeu uma mulher.